Qual a importância da psicologia para a área da saúde?

· 7 min read
Qual a importância da psicologia para a área da saúde?

A psicologia na saúde volta-se para os aspectos psicológicos da saúde no decorrer da vida de uma pessoa, não como variáveis isoladas, mas esferas da vida interdependentes que se influenciam mutuamente. O número e a variedade de intervenções da psicologia na saúde para ajudar as pessoas a enfrentar a dor, a ansiedade, a depressão e outros subprodutos de doenças crônicas, vem aumentando progressivamente. Atualmente, os psicólogos na saúde realizam uma variedade de atividades, incluindo treinamento de residentes e internos, enfermeiros sobre a importância dos fatores psicossociais na adesão e recuperação do paciente e intervenção direta para auxiliar pacientes que estejam sofrendo procedimentos difíceis em relação à sua adaptação às doenças crônicas (Straub, 2005). Vê-se que a psicologia na saúde é um campo que estuda as influencias psicológicas na saúde, os fatores responsáveis pelo adoecimento, as mudanças de comportamento das pessoas no adoecer (Taylor, 2002). Não se restringe apenas a ambientes hospitalares ou a centros de saúde, mas se dedica também a todos os programas que venham a enfocar a saúde física e mental coletiva (Baptista & Dias, 2003). A psicologia na saúde pode ser compreendida como um domínio da psicologia que utiliza vários conhecimentos resultantes de estudos e de pesquisas psicológicas, com o intuito de promover e proteger a saúde. É também seu objetivo, prevenir e tratar enfermidades, bem como identificar etiologias e disfunções associadas às doenças, além da análise e melhoria do sistema de cuidados de saúde e aperfeiçoamento da política de saúde (Matarazzo, 1982, p. 4).

Como é o curso de Psicologia? Tudo sobre a graduação!

Dessa forma, direciona-se para ações em saúde coletiva, trabalhando a partir da clínica ampliada, como preveem as normativas do SUS, de forma a gerar menos gastos com a saúde pública, levando em consideração a diminuição de medicalização e menores índices de adoecimento. No Artigo 4, Jimenez (2011) afirma que, quando as práticas são descontextualizadas, tendemos à "patologização dos indivíduos colocando o trabalho psicológico a serviço da manutenção da desigualdade, da injustiça e da reprodução da violência" (p. 136). Sobretudo, a análise dos artigos mostra que esse fazer pautado no social exige um posicionamento que necessita ser construído desde a formação dos profissionais, pois esse olhar só é possível diante de uma desconstrução do saber. O psicólogo deve estar disponível para aprender e entender diferentes realidades, buscando intervenções adequadas e corresponsabilizando os demais envolvidos. A avaliação psicológica está baseada no método científico e a aplicação de instrumentos psicológicos é uma parte apenas, porém importante, de todo um processo.

Caracterização do corpus da pesquisa

  • As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes, e na manutenção da saúde desta comunidade.
  • A escolha de instrumentos, como, por exemplo, entrevistas, protocolos, questionários, testes psicológicos psicométricos, projetivos e técnicas de observação, deve ser adequada e bem planejada, sob o risco de prejudicar a avaliação.
  • Os cursos na área de saúde são os mais desejados pelos estudantes que pretendem ingressar no ensino superior em 2023.
  • Partindo de tais premissas, o objetivo deste trabalho foi desvelar as práticas realizadas com foco na saúde pública durante o processo de formação profissional em um curso de psicologia do estado do Paraná a partir da ótica da coordenação, dos professores psicólogos e dos estudantes desse curso.

Outro aspecto descrito no artigo é a fragmentação do cuidado em saúde como uma das principais deficiências da atenção básica em saúde (Cintra & Bernardo, 2017). Portanto, cada procedimento de medida, como explica Pasquali (2001), ou de investigação, requer um resultado síntese, que não pode ser confundido com o  resultado final, pois este está relacionado com a análise de todos os dados colhidos durante o processo. Os testes psicológicos, como lembram Anastasi e Urbina (2000), podem ser considerados essencialmente como uma medida objetiva e padronizada de uma amostra de comportamento. Eles não medem diretamente as capacidades e funções, mas amostras que devem representar adequadamente o fenômeno estudado. São, na realidade, semelhantes a qualquer outro teste científico, uma vez que por meio de uma pequena amostra, mas cuidadosamente escolhida, são realizadas as observações do comportamento da pessoa.

Como estudar Psicologia Aplicada A Saúde?

A capacidade de se comunicar efetivamente com pacientes e outros profissionais de saúde é fundamental para o sucesso na área. A psicologia no campo da saúde vem se constituindo como uma das formas de se compreender o adoecimento e as maneiras pelas quais o homem pode manter-se saudável. Atualmente, a psicologia na saúde ganha espaço e importância em âmbitos multi e interdisciplinares para a compreensão dos vários fenômenos relacionados à saúde e ao adoecimento. Entre seus objetivos, destacam-se a promoção e a proteção da saúde, prevenção e tratamento de enfermidades, identificação de etiologias e disfunções associadas às doenças, bem como propor melhorias no sistema de cuidados e nas políticas públicas de saúde. Com o desenvolvimento e implantação de diversas políticas públicas, a Psicologia vem se reconfigurando e adentrando nos espaços da saúde pública.

Av - Psicologia Aplicada a Saúde:

Os objetivos das produções que foram elencadas para fazer parte do arcabouço teórico da revisão apresentaram relativa homogeneidade, corroborando o índice e a prevalência das palavras-chave em destaque. Parte dos estudos apresentaram objetivos ligados à abordagem da atuação do psicólogo no SUS, no nível da Atenção Básica, incluindo os espaços das UBS e dos NASF, interessados, basicamente, em problematizar, compreender, caracterizar e/ou analisar essa atuação. Outros estudos colocaram a centralidade em aspectos da formação do psicólogo para a área da saúde, com objetivos dedicados a caracterizar, analisar, discutir, compreender e/ou intervir. O serviço em saúde pública precisa se fazer cada vez mais presente nas instituições de ensino, e estas, nos serviços de saúde, formando novos discursos e oportunizando novos cenários de prática.

TESTE DE CONHECIMENTO PSICOLOGIA APLICADA A SAÚDE

Um trabalho que ultrapasse os limites dos consultórios, de forma que o profissional se reconheça, também, atuando com as comunidades, nos lugares em que as pessoas vivem suas vidas cotidianamente. Já no âmbito da formação, com  psicologos  ao desenvolvimento de um egresso para construir essas novas práticas, surge essencial o fortalecimento de uma educação crítica, fundamentada em metodologias problematizadoras, promotora de competências colaborativas para o trabalho interdisciplinar e com inserção qualificada em cenários reais de ensino-aprendizagem. A visita domiciliar está inclusa nas propostas da atenção básica (AB), principalmente quando se pensa nas equipes de saúde da família ou no próprio NASF. O “ir ao encontro” representa estar em contato com as demandas de atuação da saúde pública, que estiveram por muito tempo distantes do universo da psicologia como atuação profissional. Com base na análise das fontes selecionadas, apresentada nos Resultados, percebe-se a necessidade de qualificar o processo de formação dos psicólogos que atuam na atenção básica, visando a intervenções coletivas e integradoras, principalmente no que se refere ao compromisso social desses profissionais diante de suas intervenções.

Práticas em Psicologia na Saúde Pública: Aproximando Cenários e Contextos

Assim, como instrumentos de medida, devem apresentar certas características que possam justificar como confiáveis os dados que por eles foram produzidos. Em síntese, pode-se dizer que a boa nutrição, a boa forma, o ato de beber com responsabilidade e o controle saudável do peso corporal, do estresse e dos relacionamentos sociais são tarefas para toda a vida, que devem começar bem cedo. Dessa maneira, prevenir o desenvolvimento de maus hábitos de saúde continuará a ser prioridade da psicologia na saúde. Pesquisas futuras poderão indicar as intervenções mais eficazes para atingir o maior número de pessoas no local de trabalho, em escolas e universidades e na comunidade (Straub, 2005).

Psicologia da saúde

Com a mudança para melhor do clima político na UnB, João Cláudio e Thereza foram convidados a trabalhar naquela Universidade. Com a saída de Thereza da FMRPUSP, fui contratado, em 1974, para ocupar sua vaga, no departamento onde era aprendiz. Thereza havia iniciado um processo de atenção aos pacientes dentro do hospital, e a mim cabia dar continuidade a ele. Escassos eram os recursos, não havia pessoal contratado para apoio e os únicos psicólogos eram os próprios docentes. Edna Maria Marturano, iniciou-se no HCFMRPUSP a primeira Residência em Psicologia do Brasil, utilizando a mesma estrutura e modelo de atuação da Residência Médica, com o estratégico apoio do presidente da Comissão de Residência Médica do Hospital, o neurologista José Geraldo Speciali. Tratava-se de um programa de treinamento em serviço, onde o psicólogo recém-formado permanecia em tempo integral no hospital, realizando atendimentos nos ambulatórios ou nas enfermarias. Descrições do Programa de Residência e das primeiras incursões em Psicologia da Saúde no HCFMRPUSP podem ser vistas em Gorayeb (1983, 1984, 1985). Após cinco anos, criou-se a divisão de psicologia da saúde da Amerian Psychological Associacion, conhecida como a Divisão 38, com o objetivo de compreender os processos de saúde e doença por intermédio de pesquisa básica e clínica, a fim de promover a integração da comunidade psicológica e biomédica. No início da década de oitenta, começa a ser editado o periódico intitulado Journal of Health Psychology, bem como outros jornais especializados. Por fim, é indispensável mencionar as limitações deste estudo, pois, por se tratar de um estudo de caso, apresenta a perspectiva de um curso de psicologia de uma determinada localidade. Recomendam-se novas pesquisas, envolvendo outros cursos de psicologia, bem como com a ampliação do foco para outros aspectos relativos à inserção da saúde pública como tema relevante na formação em psicologia. Pesquisas em psicologia da saúde e medicina comportamental, principalmente as internacionais, vem crescendo exponencialmente nas últimas três décadas (Montgomery, 2004). O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) classifica a Psicologia como sendo parte das Ciências Humanas, que compreende o estudo do ser humano a partir de suas produções e relações sociais. Da aplicação dos critérios de inclusão e exclusão descritos, derivou um conjunto de 22 artigos (Tabela 2) que constituiu o corpus da pesquisa. Nós estamos com prática, no meu projeto de estágio, em sala de espera na Associação dos Deficientes Físicos, que é um atendimento para deficientes físicos custeado pelo SUS. No CAPS AD são desenvolvidos grupos com  os usuários do local, esses grupos são abertos, sempre tem gente entrando e saindo. Após a seleção dos artigos, foi feita a codificação deles, permitindo a sistematização e a estruturação das ideias relevantes para a análise (Gibbs, 2009). • Metas comportamentais - reações do paciente, tais como expressões faciais, sinais de ansiedade (postura, contato), estilos de comportamento frente à internação (hostil, ansioso) e hábitos de risco ou protetores. Diante dessas questões, o presente estudo teve por objetivo analisar como têm sido referidas na literatura científica as temáticas da formação e da atuação profissional do psicólogo no SUS, no nível da Atenção Básica. A coleta de dados se deu inicialmente pela análise do ementário das disciplinas descritas no Projeto Pedagógico do Curso (PPC). Após a leitura das ementas, foram identificadas nove disciplinas que abordavam conteúdos na área da saúde pública, analisando-se seus planos de ensino na íntegra. A formação acadêmica é significativa nessa transformação do modelo biomédico e Dimenstein (2000) sugere ampliar a argumentação a respeito da formação do profissional na graduação com o uso de referências mais atualizadas. Aponta que a graduação não prepara para uma "intervenção adequada aos espaços territoriais, locais que demandam um alto grau de potência de resposta/ação, de articulação intersetorial, de mobilização de parcerias e de estratégias específicas" (Dimenstein, 2000, p. 62). A busca pela integralidade na saúde ainda carece de investimentos e de profissionais capacitados, conforme aponta o Artigo 10 (Cintra & Bernardo, 2017).